Alimentos sintéticos “mais saudáveis”. Você acredita neles?

Nos causou impacto uma matéria da Revista Galileu publicada no último dia 15. Com o título “Uma pitada de inovação”, ela apresenta os projetos de grandes corporações para criar, em laboratórios, o que chamam de “super alimentos”, ou seja, alimentos modificados geneticamente para que tenham mais nutrientes do que os produzidos pela natureza.

Entre os muitos exemplos de produtos mais “saudáveis” que devem chegar ao mercado pelas mãos dessas empresas está o nuggets de frango (com gosto, aroma e aspecto de frango), mas que não contém frango e é feito apenas a partir de vegetais geneticamente modificados. Não é preciso dizer que esta não é uma receita natural. Quantas modificações serão feitas nesses alimentos para chegar a este resultado e qual o impacto disso na nossa saúde?

O produtores de orgânicos em todo o mundo também buscam, constantemente, encontrar soluções para enriquecer os alimentos e eles têm chegado a excelentes resultados. Suas estratégias são naturais, transparentes e levam em conta a natureza do alimento e a necessidade de saúde do ser humano.

A estratégia dos laboratórios, por sua vez, parece ter dois objetivos principais, para os quais é preciso chamar a atenção:

01 _ o monopólio das sementes: ao produzir estas semente e patenteá-las, as grandes corporações garantem para si o monopólio da distribuição de alimentos em todo o mundo. Em toda a história da humanidade, não foi assim. Os agricultores tinham a liberdade de cultivarem e estocarem suas próprias sementes.

02 _ monopólio da informação: a indústria vem tentando controlar a informação às quais o consumidor tem acesso. Com isso, ela pode dizer e omitir o que quiser. É claro que é muito interessante, por exemplo, comer um brócolis com mais nutrientes, mas se o preço a pagar for consumir junto substâncias danosas à saúde, não vale a pena.

Por fim, é importante ressaltar que o comércio de orgânicos tem crescido cerca de 20% ao ano, apenas no Brasil, um mercado continental e cobiçadíssimo. É natural que os detentores dos monopólios da alimentação reajam a essa mudança de hábito do consumidor, que começa a questionar cada vez mais os malefícios da indústria convencional.

É importante que as pessoas conheçam esse projeto e que o discutam incessantemente. Por isto, leia a reportagem completa abaixo, reflita e tire as suas próprias conclusões:

Uma pitada de inovação
(Acesse o link da matéria aqui)

Brócolis que ajudam a prevenir o câncer, maionese feita sem ovo e salgadinhos com menos sódio.
A indústria de alimentos investe em tecnologia para criar, em laboratórios, comidas que são mais benéficas para a saúde do que os produtos orgânicos

Uma das primeiras imagens que surgem na cabeça quando tem início uma discussão sobre alimentos saudáveis é a de um pequeno produtor rural que não utiliza pesticida ou agrotóxico nas suas plantações, não usa grandes máquinas ou tratores para colher vegetais e frutas, não alimenta o gado e as aves com ração industrializada e entrega tudo numa cesta de produtos orgânicos na porta de casa. Essa imagem romântica pode estar com os dias contados. Num futuro próximo, a comida mais benéfica para a saúde das pessoas não virá de uma fazenda de orgânicos, mas de laboratórios de empresas que estão investindo em inovação para alimentar as 10 bilhões de pessoas que habitarão a Terra até 2100. “Com o aumento da população e do poder aquisitivo das pessoas, precisaremos de todos os métodos de produção para atender às demandas por comida”, disse a GALILEU Robb Fraley, diretor de tecnologia da Monsanto.

Engenheiros de alimento e cientistas têm um desafio enorme pela frente. Além de trabalhar em pesquisa e desenvolvimento, eles precisam lidar com uma questão mais importante: a imagem da indústria. Nos últimos anos, ela virou alvo de ativistas ao impulsionar o desenvolvimento de fertilizantes e pesticidas sintéticos, produzir grãos geneticamente modificados e disseminar os alimentos processados, apontados como a principal causa de doenças que matam centenas de milhares de pessoas no mundo todo. Agora, multinacionais e startups do Vale do Silício estão utilizando seus conhecimentos em computação, química e biologia para produzir comida mais fresca e saudável — e, o que é melhor, sem causar danos ao meio ambiente.

CARNE SEM CARNE
Há dois anos, o engenheiro Josh Tetrick resolveu criar uma startup cuja proposta era fazer alimentos feitos à base de ovo sem utilizar, por mais estranho que pareça, o próprio ovo. Os chefs e cientistas da Hampton Creek criaram a Just Mayo, maionese feita de proteínas de plantas e lançada há poucos meses no mercado norte-americano. “Pesquisamos mais de 3 mil vegetais do mundo todo e identificamos 11 que têm estruturas e nutrientes capazes de substituir o ovo, inclusive no sabor”, afirma Joshua Klein, cientista da Hampton Creek. Com o sucesso da Just Mayo, a empresa acaba de lançar uma massa de biscoito e um ovo mexido feito à base de vegetais. “Ao utilizar plantas, focamos em algumas funcionalidades da proteína e criamos alimentos mais ricos do ponto de vista nutricional”, diz Klein.

O potencial inovador da Hampton Creek logo atraiu investidores de muito peso, como Bill Gates, fundador da Microsoft, Jerry Yang, cofundador do Yahoo, e Li Ka-shing, o homem mais rico da Ásia. Eles ajudaram a colocar US$ 30 milhões no projeto. A quantia é mais um exemplo de uma tendência que ganha força nos EUA. Em 2013, foram investidos US$ 350 milhões em empresas de alimentos, sete vezes mais do que o total empregado cinco anos atrás. O desenvolvimento de novas tecnologias tem gerado um boom de startups dispostas a criar alimentos mais saudáveis e outros produtos ligados ao mundo da gastronomia (leia mais no boxe ao lado).

A Beyond Meat é uma dessas novas empresas. Seu primeiro produto, o Chicken-free Strips, é uma isca de frango feita com uma mistura de proteínas de ervilha e soja, fibras e outros ingredientes. A mistura passa por grandes máquinas extrusoras, num processo bastante semelhante à produção de nuggets, em que pedaços de frango são triturados e unidos depois numa espécie de massa. “As pessoas acham nosso resultado muito impressionante, tanto que alguns vegetarianos rejeitaram por causa da similaridade com o nugget”, explica Ethan Brown, presidente da Beyond Meat. Agora, eles estão fazendo testes com outros grãos, como tremoço, cevada e semente de mostarda, para criar novos produtos.

Outras tecnologias, como a impressão 3D e a engenharia genética, também estão sendo usadas para reinventar a produção de carne. O cientista Mark Post, da Universidade Maastricht, na Holanda, utilizou células-tronco de vaca para criar o primeiro hambúrguer do mundo 100% desenvolvido em laboratório. A busca por alimentos que se pareçam com a proteína animal, tenham gosto de proteína animal, mas não utilizem nenhum animal tem fundamento. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), até 2050 a produção de carne terá de aumentar em 50% para atender a população mundial. Como 30% de terras agrícolas já são utilizadas para a produção de ração animal, seria preciso encontrar fontes alternativas de alimentos e formas alternativas de cultivo. Iniciativas como a do hambúrguer levantam outro tipo de debate: o natural versus o artificial. “A ideia do saudável sempre esteve muito ligada ao oriundo da natureza”, afirma Anna Lartey, diretora do Departamento de Nutrição da FAO.

NATURALMENTE ARTIFICIAIS
A Monsanto descobriu isso da pior maneira. Há alguns anos, a multinacional tornou-se inimiga número 1 dos ativistas contra os alimentos transgênicos, que se queixam da falta de testes de segurança e da criação de um mecanismo que fez produtores ficarem dependentes de sementes geneticamente modificadas. Alvo de protestos, a empresa agora investe 98% de sua verba de pesquisa e desenvolvimento de vegetais em técnicas para melhorar as características nutricionais de legumes, frutas e verduras. A aposta tem sido no cruzamento de espécies, técnica praticada desde os primórdios da agricultura (veja linha do tempo na página ao lado). O objetivo? Levar ao consumidor final um brócolis com três vezes mais glucorafanina (substância antioxidante ligada ao combate ao câncer) ou uma alface com 146% mais ácido fólico e 74% mais vitamina C que aquela comprada hoje na feira.

A técnica é focada em reprodução, não biotecnologia. Mas nem por isso dispensa os avanços tecnológicos possibilitados para ajudar nas lavouras. Na marcação genética, os cientistas mapeiam partes do genoma das plantas que apresentam as melhores características. O resultado é colocado num computador capaz de analisar mais de 200 mil amostras por semana. “A indústria está usando avançadas ferramentas de cruzamento, como marcadores moleculares, para encontrar as características que queremos em vegetais antes mesmo de os plantarmos”, diz Fraley, da Monsanto. A vantagem de usar computadores no processo é o tempo gasto na pesquisa. Com as novas tecnologias, o desenvolvimento de um novo “supervegetal” é possível em cerca de 10 anos. Sem elas, levaria séculos.

Além do brócolis e da alface, dos laboratórios da Monsanto já saíram o pimentão BellaFina, que tem um terço do tamanho dos pimentões comuns para diminuir os desperdícios, o melão Melorange, 30% mais doce do que o plantado na fazenda convencional, e a cebola EverMild, que evita que o cozinheiro chore porque tem menos ácido pirúvico, que afeta o canal lacrimal. Os dois últimos devem ser lançados até maio do ano que vem e serão vendidos em mercados especiais nos EUA e na Europa.

Apesar dos resultados positivos das pesquisas, nem todo mundo vê com bons olhos esse negócio de comida feita em laboratórios. Uma das maiores preocupações é que o controle dessas tecnologias fique nas mãos de um grupo restrito de empresas, que detêm a patente dos produtos. “As decisões que regem a agricultura são muito importantes para serem deixadas nas mãos de algumas companhias privadas cuja principal preocupação é o lucro”, afirma Kathryn DeMaster, professora e pesquisadora de agricultura, sociedade e segurança alimentar da faculdade de Berkeley.

JUNK FOOD NEM TÃO JUNK
O problema é que a iniciativa privada tomou a frente das inovações da indústria alimentícia. Há quatro anos, a PepsiCo anunciou que estava desenvolvendo um ingrediente secreto capaz de deixar a batata Lay’s, que voltou a ser vendida no mercado brasileiro, mais benéfica para a saúde. O tal elemento seria um sal com 25% menos sódio e que seria usado em seus petiscos mais vendidos. Funciona assim: os cristais são desenvolvidos em forma e tamanho que reduzem a quantidade de sódio desprendida quando eles são quebrados. É um processo de alta engenharia alimentar, que permite que os grãos cheguem ao tamanho de 15 microns — ou um quarto do tamanho de um grão de sal comum — com o mesmo sabor.

O sal secreto é um dos mais recentes esforços para melhorar os alimentos processados. Muito mais do que uma preocupação com a sua saúde, as empresas estão de olho num mercado em franco crescimento. As vendas de refrigerantes retraíram porque os consumidores querem bebidas mais saudáveis, como sucos. “As pessoas estão mais conscientes sobre os efeitos da alimentação na saúde e buscam alimentos mais naturais”, afirma Ali Partov, um influente investidor-anjo do Vale do Silício. As novidades já trouxeram resultados. As fortes vendas da unidade de petiscos, que além da batata Lay’s inclui as marcas Cheetos e Doritos, ajudaram a PepsiCo a obter um aumento de 5% no lucro no início deste ano.

As pesquisas da PepsiCo por produtos mais saudáveis também chegou ao Brasil. A empresa criou um projeto para usar o óleo de girassol (o HOSO, que na sigla em inglês significa Óleo de Girassol Alto Oleico) nos seus salgadinhos. O primeiro a adotar a novidade foi a batata Sensações, que substituiu o óleo de palma pelo HOSO. Mas logo a novidade foi acrescentada na nova fórmula de Cheetos. A grande vantagem do óleo de girassol é que ele possui baixo teor de gordura saturada e não contém gordura trans. “Reduzimos em 25% o teor de gordura saturada por porção”, afirma José Oliveira, diretor de pesquisa e desenvolvimento da PepsiCo Brasil.

Outra empresa americana, a Unreal Candy, quer provar que é possível fazer algo muito parecido com os doces. Há um ano, o fundador Nicky Bronner buscou ajuda de cientistas de alimentos para testar mais de mil receitas que resultaram em cinco tipos de chocolates, de pastilhas de chocolate com amendoim a barras recheadas. Eles são feitos sem xarope de milho, corantes artificiais, óleos parcialmente hidrogenados e conservantes. “Nossa meta é reduzir em até 50% o açúcar de nossos produtos”, disse Bronner a GALILEU. Isso sem ter de recorrer a adoçantes e buscando ingredientes orgânicos, como leite de vaca de pastagem e cacau de origem rastreável.

A proposta de criar doces mais saudáveis é válida, mas eles não deixam de ser doces nem vão acabar com problemas de saúde, como a obesidade infantil. “Numa campanha de marketing, a Unreal compara uma tabela nutricional de um de seus chocolates a uma laranja, mostrando as vantagens do produto sobre a fruta”, afirma a nutricionista americana Rachel Marie Stone, autora do livro Eat With Joy (Coma com Alegria, sem edição no Brasil). “Não acredito que um dia criaremos uma comida industrializada mais saudável do que uma feita na natureza”. Os engenheiros e cientistas que trabalham com alimentação trabalham para provar que ela está errada.

 

NOUVELLE CUISINE | Três iniciativas que vão mudar a relação das pessoas com as refeições

BIG DATA NO PRATO > Lav Varshney, cientista da IBM, desenvolveu um algoritmo capaz de criar receitas usando parâmetros como tipos de cozinha, ingredientes disponíveis e restrições alimentares. Ele faz buscas na internet e consulta dados sobre hábitos das pessoas na hora de comer e sobre química alimentar. O sistema é utilizado por chefs americanos, que estão se beneficiando das combinações de ingredientes inusitadas geradas pelo sistema.

HAMBÚRGUER FRESCO > A maioria dos alimentos de uma rede de fast-food é entregue às lojas já processada, liofilizada (desidratada) e congelada. A Momentum Machines quer mudar isso. A empresa americana criou uma máquina capaz de moer na hora a carne para fazer hambúrgueres. Ela também fatia pickles e tomates, o que evita desperdício e torna os alimentos mais saudáveis, sem conservantes e outros aditivos químicos que fizeram a má fama da indústria.

COMER COM O NARIZ > O professor Adrian Cheok, da City University, de Londres, está desenvolvendo um app capaz de reproduzir o cheiro dos pratos criados pelo espanhol Andoni Luis Aduriz, chef do Mugaritz e seu parceiro no projeto. Um dispositivo acoplado ao aparelho é controlado por um aplicativo e emite uma nuvem de odor. A assinatura do Scentee será vendida por cerca de US$ 35 e os cartuchos para dez borrifadas, por US$ 5.

 

DA CAÇA AO PRATO |
A evolução da comida desde os tempos em que os homens começaram
a matar animais até os hambúrgueres feitos em laboratório, uma breve história do alimento

HÁ 3,4 MI DE ANOS > Ossos com marcas de golpes de pedra encontrados na África são a primeira evidência de que os nossos ancestrais consumiam carne de mamíferos

HÁ 9 MIL ANOS > No período Neolítico, a agricultura de passa a garantir alimentação estável, tornando os homens livres para se dedicar a outros trabalhos. Surge a pecuária

HÁ 9 MIL ANOS > Na mesma época, o homem começa a fazer cruzamentos para melhorar verduras, legumes e frutas. O melhoramento genético torna as culturas mais produtivas

100 ANOS > Os avanços na produção e nos laboratórios químicos revolucionam a conservação de alimentos. Surgem os produtos industrializados e em lata

1994 > Um tomate é o primeiro transgênico liberado para consumo nos EUA. Em 1995, surge a batata resistente a pesticidas, retirada do mercado há três anos

2013 > O cientista Mark Post, da Holanda, cria o primeiro hambúrguer em laboratório. Ele é feito com mil fibras musculares a partir de células-tronco

 

“COMER NÃO PODE SER OBRIGAÇÃO” |
Rob Rhinehart criou o Soylent, uma espécie de
shake que tem todos os nutrientes que o corpo necessita

Durante 30 dias, Rhinehart se alimentou apenas de um copo de uma espécie de shake. Seu objetivo, no entanto, não era perder peso. Ele queria provar que um alimento líquido pode tornar as pessoas mais saudáveis e ajudar a acabar com a fome no mundo. Feito de maltodextrina (um carboidrato), aminoácidos, fibras, óleo de oliva e outros ingredientes, o Soylent tem todos os nutrientes que o corpo necessita e será vendido nos EUA por US$ 3 o sachê. Em entrevista a GALILEU, o engenheiro conta como sua ideia pode revolucionar a maneira como as pessoas se alimentam.

* Como vocês chegaram à fórmula final do Soylent?
Ela é baseada nas necessidades bioquímicas do corpo. Os valores foram determinados pelo Instituto de Medicina dos EUA e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Soylent suplanta todos os nutrientes que precisamos com cerca de 2 mil calorias ao dia.

* É possível prever se ele vai funcionar para outras pessoas?
Os testes foram feitos com voluntários, mas percebemos que as necessidades do corpo não diferem muito. Claro que há questões de alergias, por exemplo, mas as proteínas que usamos vêm do arroz, que tem menor potencial alergênico.

* O senhor diz que o Soylent pode alimentar milhares de pessoas e ajudar em problemas relacionados à fome. Como?
Com as melhorias em eficiência e escala, o Soylent vai ficar mais barato e mais simples de produzir. Por ser essencial, nutritivo e acessível, ele pode ajudar a resolver a fome e a desnutrição no mundo, garantindo nutrientes que faltam às dietas das pessoas.

* O Soylent dá às pessoas a chance de comer apenas quando quiserem. Por que a comida não deve ser uma obrigação?
Ele nos dá a liberdade de aproveitar melhor a comida. Nem sempre é possível parar para fazer uma refeição. Ao eliminar o incômodo, a complexidade e o custo de satisfazer as necessidades do corpo, se alimentar pode se tornar um hobby, uma celebração. Comer não pode ser uma obrigação.

* Qual é o futuro da alimentação?
É a segmentação entre as refeições funcionais (como o Soylent) e aquelas para o prazer. Agora haverá muita inovação na experiência de comida quanto a sabor, textura e cor. A comida do futuro será mais saborosa, mais saudável e mais barata.

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Um pensamento sobre “Alimentos sintéticos “mais saudáveis”. Você acredita neles?

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