Alimentação orgânica para crianças

muito alem do peso II

A influência dos hábitos alimentares de pais e amigos é a principal causa da obesidade infantil. É o que afirmam os pesquisadores Edilson Cyrino e Nélson Nardo Júnior em uma pesquisa sobre a prevenção e o controle da obesidade (leia o estudo completo aqui). O que eles chamam de “fatores sócio-culturais” é responsável por 30% dos casos de sobrepeso entre as crianças, sendo mais relevante, inclusive, do que fatores genéticos para o ganho de massa dos pequenos.

Na contramão desse tipo de postura, há um movimento informal de mães que começam a oferecer apenas alimentos orgânicos para seus filhos, para evitar não a obesidade em si, mas problemas de saúde tão graves quanto este. Criar o hábito de uma alimentação saudável já na primeira infância é, provavelmente, criar um adulto zeloso com a sua saúde. A criança não nasce adorando guloseimas e refrigerantes, por exemplo. É pelo estimulo que recebe no dia a dia que ela vai sendo ensinada que aquela comida é mais saborosa do que uma fruta. Ao optar por um estilo de vida mais saudável esses pais estão evitando uma série de problemas de saúde para seus filhos.

Para ter certeza de que uma criança não assimila bem determinado alimento, ele deve ser oferecido, no mínimo, dez vezes para ela. Além disso, ele deve ser oferecido de diversas maneiras: cozido, cru, picado… e, se a criança for um pouquinho maior, trazê-la para participar do preparo da refeição pode motivá-la ainda mais. Uma coisa rara hoje em dia, mas que é muito importante, é deixar a criança manusear o alimento, brincar com ele e descobri-lo dessa forma.

Segundo a Organização Mundial de Saude (OMS), até os dois anos de idade, a criança não deve consumir nenhum tipo de guloseima, já que este período é importante para o seu crescimento e também por ele ser importante para determinar os hábitos alimentares de toda a vida dela.

Além disso, o chef britânico, Jamie Olivier, um contumaz crítico da rede mundial de alimentos, em palestra no TED (assista aqui) apontou dados que comprovam que a próxima geração pode ter uma expectativa de vida 10 anos menor em relação aos seus pais em consequência de seus maus hábitos alimentares.

Especialistas ressaltam, no entanto, que uma dieta baseada apenas em produtos orgânicos não é suficiente para prevenir a obesidade infantil.  A qualidade da alimentação não está ligada à manutenção do peso. Somente uma alimentação bem planejada pode garantir uma boa saúde.

Dados recentes, presentes inclusive no documentário “Muito Além do Peso” (assista aqui), 33,5% das crianças brasileiras têm sobrepeso ou obesidade, número que triplicou desde os anos 60 quando ocorreu o que se chama de “transição alimentar”, que a substituição de alimentos orgânicos vindo da terra deixaram de ser consumidos em detrimento dos industrializados e processados.

Em uma entrevista muito interessante concedida ao Programa Agora é Tarde, da Band (assista aqui), a diretora do filme, Estela Renner, e o Produtor Marcos Nisti, explicam que uma das combinações mais perigosas para os pequenos são: ‘água + corante + açúcar’, princípio básico dos refrigerantes e sucos industrializados. Segundo eles, estas bebidas são extremamente palatáveis, mas muito prejudicial para o desenvolvimento das crianças.

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